O parente

29 jan 2012 - 10:25

por H.L. Mencken

A normal antipatia do homem por seus parentes, principalmente pelos de segundo grau, é explicada pelos psicólogos de várias maneiras torturantes e improváveis. A real explicação me parece muito mais simples. reside no simples fato de que todo homem vê em seus parentes (especialmente em seus primos) uma série de grotescas caricaturas de si próprio. Eles exibem as qualidades dele deformadas para o máximo ou para o mínimo; dão-lhe a impressão de que talvez seja assim que ele próprio se mostra ao mundo, e isto é inquietante — e por isso ferem o seu amour propre e lhe provocam intenso desconforto.


Impressionante!

29 jan 2012 - 10:11

Do Filósofo do Centro Cínico 

A coisa não deve estar boa na Gazetona. No jornalão de domingo duas manchetes são sinais claros disso: “Mentes sob pressão” esperneia o título em letras garrafais e, logo abaixo, tascaram um ”Rica e pressionada, RMC abre oportunidades”. É muita pressão para a primeirona, não? Chega a dar uma má impressão…


Eu tubo, tu tubas, entubamos

29 jan 2012 - 09:56

por Ivan Lessa*

Não sou, definitivamente, um internetemaníaco. Não acho que o mundo vai acabar, não endeuso Steve Jobs ou Bill Gates, sou da opinião de que há muito mais coisas interessantes a se fazer na vida do que passar horas e mais horas interagindo socialmente (embora não saiba dizer o quê), vendo fotos de bichinhos fazendo coisinhas engraçadas ou adquirindo cultura wikipedal.

Mas tem um troço. E tem sempre um troço. Caso contrário eu não teria gasto uma pequena fortuna com minha aparelhagem (a impressora caríssima debochando de mim sem fazer nada que preste) e outra fortuna semanal para chamar o “homem” aqui em casa vir resolver esse ou aquele outro problema.

Internet não é solução, é parte do problema, citando manhoso os hippies de outrora (a Wikipédia é profundamente injusta para com os anos 60 e 70).

No meio dessa barafunda, tenho que admitir que ainda dou “presente” todo dia nessa bodega. A televisão ainda está ganhando, mas os livros e os discos já partiram para o pódio afim de receberem medalhas de prata e bronze.

Refiro-me ao site YouTube, que todo mundo conhece e frequenta como o bebum bate ponto no bar e depois capota onde estiver dando sopa. Que Deus o proteja dos edifícios que explodem e caem no Rio de Janeiro.

Inda que desnecessário, dou dados sobre o popular site que ameaça, dizem os jornais, tomar conta do mundo. Antes eles que o Instituto de Preservação de Construções em Torno do Theatro Municipal do Rio.

No YouTube, o distinto ou a distinta coloca, ou upload, para parecer mais técnico, filmezinhos domésticos ou – esta minha mania – trechos de 2 a 10 minutos de cantores, músicos e filmes que se acreditava perdidos ou esquecidos.

Tá tudo lá. As estatísticas não mentem. Distorcem um pouco, mas não mentem como um candidato primário nos Estados Unidos.

A cada segundo uma hora de filmetes é atochada no YouTube, que, sereno, vai aguentando tudo, apesar de leis e berrarias da turma do contra dos direitos autorais.

É possível encontrar alguns filmes inteiros no YouTube, divididos ou não em partes. Das coisas mais bizantinas que você possa pensar, lá dos anos 30 aos 50.

Cantores que você jurava que não deixaram registro aural ou visual, trechos de comediota americana que só se viu dublada, desenhos animados inteiros (5 a 6 minutos), políticos politicando, reuniões familiares, gracinhas, seriedades – e pense numa coisa que ela está lá. Bolas, se eu estou lá. Busquem-me e vejam o ridículo.

Mais de 4 bilhões de vídeos são passados, uploaded, né?, todos os dias. Muita coisa em HD. 86 mil horas de footage são uploaded também todos os dias. YouTube é o terceiro website do planeta, só perdendo para o Google (lá estão os dados) e para o insuportável Facebook.

A YouTubação ainda perde, em matéria de audiência, para a televisão. Um YouTubeiro fica uns 15 minutos diários rondando o “local” feito um tarado no cinema poeira vagabundo ronda os banheiros das mocinhas ou dos mocinhos.

Já um britânico típico, se esse bicho existe, ou americano idem, fica umas 4 horas por dia diante do diabólico engenho da TV que, em minha opinião, é responsável por termos chegado a esse despropósito em que vivemos.

A Google (o Google?) informa tudo isso. No entanto, para jogar um copo de água fria nessa fervura informática, saibam que o site Google comprou por 1 bilhão de dólares o YouTube. Hmm…

Alguém andou ganhando e ganha os tubos com essa história toda. No meu caso, o “homem” que vem consertar os erros frequentes do box set.

De resto, para encerrar com um jogo de palavras idiota, como manda o figurino, está todo mundo entrando pela tubulação – e sem sentir. Haja travesseiro para morder.

*Colunista da BBC Brasil


PARA NUNCA ESQUECER

29 jan 2012 - 09:44

Charlie Chaplin


Contra crimes raciais e delitos de intolerância

29 jan 2012 - 09:35

 Da assessoria de imprensa do deputado estadual Ney Leprevost:

LEPREVOST PROPÕE A CRIAÇÃO DE DELEGACIA DE CRIMES RACIAIS E DELITOS DE INTOLERÂNCIA

Através de projeto de Indicação Legislativa, o deputado Ney Leprevost apresentará no primeiro dia de trabalhos após o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa, proposição para que o Governo do Estado crie a DECRADI – Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância, com a finalidade de reduzir a impunidade facilitando o registro de queixas por discriminação, racismo, homofobia, intolerância religiosa e de outros gêneros.

“É imprescindível implantar ações para coibir os agressores e reduzir a impunidade dos ataques discriminatórios contra minorias, perpetrados pela internet (cyberbullying e sites neonazistas), através de ataques a centros de religiões de matriz africana (candomblé e umbanda) e de agressões físicas e verbais que caracterizam preconceito direto”, justifica Ney. Leia o restante deste artigo »


Desleixo no Alemão

29 jan 2012 - 09:28

Amiga do blog faz o alerta:

Atenção prefeitura de Curitiba: o Bosque do Alemão, um dos espaços mais bonitos da Capital, criado na gestão de Rafael Greca, está precisando de uma manutenção urgente.  Os azulejos onde foram gravados trechos da história de João e Maria estão quebrados, os chapéus das bruxas enferrujados e a água dos lagos está suja e rareando. Levar criança pra passear por lá é uma lição de descaso e de desleixo do poder público para com o patrimônio cultural e natural da cidade.


Isso é campanha?

29 jan 2012 - 09:25

A muvuca ue explodiu dentro da Polícia Civil com o episódio do estouro da casa de jogatina e prostituição pode estar umbilicalmente ligada à eleição do sindicato da classe marcada para abril – e também, subindo alguns degraus, aos bastidores da paisagem que se desenha para a campanha política deste ano. A conferir.


Timão, Mengão e os craques em fim de carreira

29 jan 2012 - 09:06

por Sergio Brandão

Você saberia me dizer por que estes craques em fim de carreira sempre acabam no mesmo lugar Ronaldão, Ronaldinho, Adriano e agora Vagner Love não são jogadores que eu gostaria de ver no meu time, mas por que no Flamengo e no Corinthians eles sempre arrumam um cantinho para se encostar? Seria o grande segredo da paz que reina entre torcida e presidência? Uma contratação apenas de nome, a velha conversa do “pão e do circo ao povo”? O que mais intriga é que no caso do Adriano, por exemplo, todos sabem da encrenca que o cara é, inclusive o próprio Corinthians sabia. O nome do jogador frequenta mais o noticiário policial e social do que o esportivo - e ainda continua lá, treinando. Desde que chegou fez um gol, é verdade que foi um gol importante, mas foi só. Mais treina para recuperar a forma do que trabalha tecnicamente. No caso do Ronaldão até deu um retorno de marketing ao Corinthians. Ronaldo Gaúcho teve uns rompantes de bom futebol no Flamengo, mas também passa longe de retribuir com futebol o dinheiro que o clube gastou e ainda gasta com ele. Vagner Love já teve uma volta tumultuada no futebol carioca anos atrás e agora retorna. Se o argumento é o Campeonato Brasileiro conquistado pelo Corinthians, eu diria que o Adriano não fez muita força para isso. Aliás, de todo o grupo de jogadores, foi o que menos trabalhou. NoFlamengo, Ronaldinho conseguiu no máximo uma pré-libertadores e mesmo assim parece que fica no meio do caminho. Curiosamente o Flamengo ostenta hoje a maior dívida do futebol brasileiro. O Corinthians finalmente constrói seu estádio, mas graças a um (ex)-ilustre torcedor que abriu os caminhos. Assim caminha o futebol no Brasil, de mãos dadas com a política e com a irresponsabilidade de alguns dirigentes.


A VIDA COMO ELA É

29 jan 2012 - 09:00

Na Ponta do Santo Cristo, em São Miguel do Gostoso (RN)
Foto de Roberto José da Silva

Em Palmeira dos Índios (AL), no quintal da Dona Zefa
Foto de Ricardo Silva


O romântico

28 jan 2012 - 17:15

por H.L. Mencken

Há uma variedade enorme de homens cujo olho inevitavelmente exagera o que vê, cujo ouvido ouve mais do que a orquestra toca e cuja imaginação duplica ou triplica as informações captadas por seus cinco sentidos. É o entusiasta, o crédulo, o romântico. É o tipo do sujeito que, se fosse um bacteriologista, diria que uma mísera pulga é do tamanho de um cachorro São Bernardo, tão bela quanto a catedral de Beauvais e tão respeitável quanto um professor de Yale.


Desgraça

28 jan 2012 - 16:53

Brasileiro não se contenta com pouca desgraça. O roubo dos pertences dos atingidos pela tragédia do Rio de Janeiro só confirma isso. É o horror!


PARA NUNCA ESQUECER

28 jan 2012 - 16:51

Esteban Maroto


Ação em Uraí

28 jan 2012 - 16:36

Na segunda-feira vai explodir uma ação realizada pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (NURCE) em Uraí, no Norte do Estado. Prenderam até o escrivão cível do Fórum local, entre os oito mandados cumpridos. A conferir.


Anti-Capeta

28 jan 2012 - 16:32

Do Goela de Ouro:

Os vidrinhos com água santa de Jerusalem, item de sucesso absoluto de vendas nas igrejas evangélicas brasileiras, já estão superados por um novo item. Trata-se do Spray Anti-Capeta, do pastor Malafaia, que funciona mais ou menos assim: o marido chega em casa bêbado como um gambá e, quando ameaça bater na mulher, ela apela para o spray.Uma espirradinha e pronto, o Capeta doméstico não só se acalma como dorme como um anjo (desculpem o trocadilho). É milagroso, garantem os pastores. O Spray Anti-Capeta poderia ser testado em outras áreas no Brasil, como nos focos de dengue, corrupção e maracutaias em geral. E também em traficantes de drogas, de influência e por aí vai. Quem sabe essa não seja a solução para o país…


Balaclava

28 jan 2012 - 16:18

No andar de cima da Polícia Civil do Paraná uma das perguntas que se faz diante da ação na casa de jogos e prostituição do Parolim é a seguinte: e se houvesse reação de quem estava dentro ao verem homens encapuzados entrando no local? Para quem não sabe, balaclava, aquela touca que cobria o rosto dos investigadores, só é usada em casos especiais pelo pessoal do Tigre, do Cope e do Denarc – e com autorização do comando. Diante disso, a confusão gerada (e era essa a finalidade, segundo o comando da polícia) pode ser considerada contornável, pois poderia acontecer o pior, ou seja, mortes.


A VIDA COMO ELA É

28 jan 2012 - 16:11

Dia e noite em Paraty (RJ) – Fotos de Célio Heitor Guimarães


Os delegados de polícia e a ação no Parolim

28 jan 2012 - 16:07

Recebemos do delegado Jairo Estorilio, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná (Sidepol), o seguinte ”Comunicado Oficial”

 Em vista dos acontecimentos dos últimos dias, quando alguns policiais civis agindo de forma autônoma e ausente de representatividade sindical, realizaram ações policiais veiculadas na imprensa local como “operação padrão”, entende que é necessário um posicionamento sério e imediato das instituições democráticas que congregam os policiais civis de todas as carreiras.

Embora o policial civil possa e deva agir diante de situações que evidenciam a prática criminosa, existe uma Instituição com mais de 150 anos de existência que obedece a princípios da legalidade e hierarquia, sem os quais teríamos uma milícia armada e não uma entidade que representa a Polícia Judiciária estadual.A alegação destes investigadores, na sua maioria recém nomeados, é que estariam representando a classe policial civil para pressionar o governo do Estado a encaminhar o projeto do Estatuto da Polícia Civil. Leia o restante deste artigo »


Pacotão global

28 jan 2012 - 16:02

por Sergio Brandão

Assistindo JN, Bom dia Brasil, o JH,fico com a impressão que a Globo colocou toda a programação num pacote só.

Jornal Nacional, novelas, BBB, Jornal Hoje e Bom Dia, agora fazem parte domesmo programa.

Não entendo a comparação do desabamento dos prédios no Rio, como a tragédia no Haiti e as mortes como consequência das enxurradas do ano passado.

Por que aLília Teles precisa contar como foi o trabalho dela no Haiti agora, comparandocom a tragédia do Rio?

Não tem sentido a comparação. Me desculpem os amigos que trabalham na rede, mas isso tudo tá muito parecido com o jornalismo que exploraa miséria em outras redes, apenas com a vantagem de ter mais cuidados com os textos, produção e edição.


SPONHOLZ e o poder

28 jan 2012 - 16:00


Cais

28 jan 2012 - 09:24

de Newton Sampaio    

    Encostou-se ao cais. Afundou olhos ansiados nas águas tão serenas, nelas procurando a solução para o mistério dos seres. Mas as águas continuaram serenas, não responderam nada.
     Era úmido, frio. Um frio que entrava nas carnes, que punha manchas, que punha discretas manchas arroxeadas no livre rosto do homem triste.
     A luz das lâmpadas – das lâmpadas dispostas sem nenhuma regularidade – se refletia, tremelicando. Os reflexos não tinham sentido, mas eram fiéis, não cessavam.

     Jogou as pernas no lado do poente. Caminhou até o fim. Até o ponto em que desaparecia o cais, rebatido pela montanha. Olhou-a de frente. Pareceu-lhe mais inimiga, a montanha, protegida pela noite, dilatada pelas sombras. A lâmpada, que assinalava aquela fronteira, pendia de um poste carcomido, desnivelado, distante dos companheiros.
     E a sua luz era fraquinha, agonizante, medrosa do vento demar alto que chegava de vez em quando.

     Debruçou-se no ângulo da terra com as águas. E sentiu ímpetos absurdos. O mistério crescia, crescia a angústia. As dúvidas se repetiam, renovando-se as torturas. A tortura de penetrar a misteriosa fundura dos destinos. De dominar o significado inicial das coisas. De compreender o sentido daquele coração pulsando magnífico, daqueles nervos que tanta sutileza sabiam colher.

     O vento cresceu, o mar engrossou, ficou violentando o cais estripitosamente. As águas perderam a serenidade, mas guardaram – os olhos do homem – o mesmo brilho ansiado. Os olhos então fixaram na lâmpada da fronteira, na lâmpada distante da grande curva iluminada do cais. A luz era fraquinha, parecia agonizar. Mas o homem não queria que ela morresse. Desejou, como todas as forças, que o poste carcomido adquirisse a segurança dos companheiros, e não tentasse tanto o amparo da montanha dilatada pelas sombras.

     Lampadazinha solitária, não se apague, não se apague não! Porque aquele homem está desesperado, só lhe resta essa luzinha da fronteira, todas as outras luzes, todos os outros postes se anularam na tormenta.
     A tormenta se declarou como nunca, o mar invadiu o cais, a cerração domina a cidade, todos os seres se recolheram ao abrigo mais próximo. Por isso não se apague, lampadazinha, não se apague não. A montanha já desapareceu, a água também perdeu a compostura, não sabe o que faz, sobe na terra, volta pro mar, gesticula no ar, doidamente. Só a luzinha da fronteira não fugiu aos olhos do homem. O homem não quer que ela se apague, porque então o desespero não terá remédio. Luzinha, luzinha do poste carcomido! Vá resistindo, vá resistindo sempre, sempre, sempre. Mas, talvez não resista, a luzinha. Talvez acompanhe o coro das trevas, abandone o homem do cais. Agora está piscando. Piscando duas vezes, três vezes, quatro vezes. Ameaça desparecer.
     Um grito agudíssimo parte do peito do homem, daquele peito abrigando um coração que pulsava magnífico. O grito se perde, não encontra resposta, não ecoa na montanha nem ecoa no mar.
     A luz ainda não morreu de todo, vai diminuindo, devagar.
     Mas o homem pede que não o abandonem tanto. Por isso, luzinha do cais, não se apague. Não se apague, não, pelo amor de Deus!


A VIDA COMO ELA É

28 jan 2012 - 09:24

Jasmim – Foto de Maringas Maciel


Mais um cartel!

28 jan 2012 - 08:37

O Ministério Público do Paraná informa:

Promotoria investiga possível formação de cartel 

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de Curitiba está investigando suposta prática abusiva cometida por parte da Coopcardio – Cooperativa dos Cirurgiões Cardiovasculares do Paraná.

De acordo com informação que chegou à Promotoria por meio de representação apresentada pela empresa Nossa Saúde Operadora de Planos Privados de Assistência à Saúde Ltda. e por reclamação apresentada pela Unimed Paraná, a cooperativa estaria prejudicando consumidores que possuem planos privados de saúde, uma vez que cobraria valores superiores à tabela praticada atualmente pelos planos, não aceitando qualquer tipo de negociação. Leia o restante deste artigo »


Opção Fruet

28 jan 2012 - 08:11

Do Goela de Ouro:

O deputado federal Ratinho Jr. não esconde de ninguém que tentou atrair Gustavo Fruet para o partido dele, o PSC, dando-lhe a vaga de candidato oficial. À época, Ratinho apresentou a Fruet os seguintes argumentos: 1) com Fruet na cabeça, ele, Ratinho Jr, não seria adversário; 2) o PSC tem passado limpo, sem os Lupi da vida para explicar no palanque de campanha;  e 3) o PSC é da base aliada de Dilma Rousseff, ou seja, o PT viria de qualquer jeito para dar apoio. E óbvio, o argumento mais forte era que Ratinho Jr traria para a campanha “classe média” de Fruet o caminhão de votos que detém na periferia da Capital. Nada disso convenceu Fruet, que optou pelo PDT e hoje tem Ratinho Jr como adversário nas urnas. E se potencial de votos deste se confirmar, a  eleição vai mesmo para o segundo turno.


Sem emergência

28 jan 2012 - 08:05

Antônio Patriota, ministro das Relações Exteriores do Brasil, disse que a situação dos direitos humanos em Cuba “não é emergencial”. Quando a presidente Dilma Rousseff, que visita a ilha dos Fidel na semana que vem, estava presa e sendo torturada pelos carrascos da ditadura por ser contra o regime, os poderosos de plantão achavam a mesma coisa sobre o que acontecia nos porões.


A VIDA COMO ELA É

28 jan 2012 - 07:58

Em Curitiba – Foto de Osvaldo Ribeiro

Em Porto Belo (SC) – Foto de Rodrigo Fornos


Tratamento idêntico

27 jan 2012 - 18:02

Ontem não fui solicitado
como gostaria de ser.
Ninguém me pediu conselhos,
ninguém fez caso
de minhas opiniões -
até pareceu que o mundo
e as pessoas poderiam viver
bem melhor sem mim.
Sensação terrível, Senhor.
E pensar que já passei
dias e meses de minha vida
inflingindo idêntico
tratamento a ti…

de Jamil Snege


Nilo Biazetto, adeus

27 jan 2012 - 17:38

Da Gazeta do Povo, em reportagem de Marcos Xavier Vicente:

Morre Nilo Biazetto, capitão do time que deu origem ao Furacão

Nillo Biazzetto, capitão da equipe que fez com que o Atlético passasse a ser conhecido nacionalmente como Furacão, faleceu por volta das 16h desta sexta-feira (27), aos 89 anos. O ídolo rubro-negro foi vítima de um câncer no sistema linfático.

O apelido veio pela força do Rubro-Negro na conquista do Campeonato Paranaense de 1949, quando a equipe, que tinha Nillo como zagueiro e líder, alcançou a marca histórica de 11 vitórias em 12 partidas, com 49 gols a favor e apenas 19 contra. O recorde de 11 vitórias seguidas no Estadual só foi derrubado 59 anos depois, com o próprio Atlético em 2008.

Ironicamente, Nillo iniciou a carreira no Coritiba, em 1938, por ser o clube mais perto de sua casa. Um ano depois, chegava à Baixada para se tornar ídolo rubro-negro. Foram 12 anos vestindo a camisa atleticana. Mesmo fora do campo, Nillo sempre manteve vínculo com a Baixada. No triênio 2002-2003, o ex-jogador chegou a presidir do Conselho Deliberativo do Furacão.

Os colegas de Nillo lamentaram a perda do Capitão Furacão – como passou a ser conhecido a partir de 1949. “O Nillo era extraordinário. Era o capitão do Furacão e além de companheiro foi um grande amigo”, lamentou o ex-atacante Jackson Nascimento, campeão paranaense com Nillo em 1949. Jackson também elogiou a inteligência e a autoconfiança do Nillo. “É uma grande perda e que merecia muito mais reconhecimento do Atlético. Mas o nome dele nunca vai desaparecer da história.”
 
“O Nillo era zagueiro firme, forte e os atacantes tinham dificuldade de passar por ele. Aprendi muito sobre futebol com ele”, afirmou Waldomiro Galalau, por anos parceiro de zaga de Nillo no Atlético.
 
O corpo do ídolo atleticano será velado na sala VIP da Arena da Baixada, das 22 horas desta sexta-feira às 16 horas de sábado. A cerimônia de cremação, no Crematório Pérpetuo Socorro, em Campo Largo, será restrita aos familiares.


O Ministério Público e as bombas nos caixas eletrônicos

27 jan 2012 - 17:21

O Ministério Público do Paraná informa:

MP-PR busca maior segurança para usuários de caixas eletrônicos 

Frente a notícias de explosões em vários terminais bancários localizados em estabelecimentos comerciais, em diferentes regiões do Estado, especialmente em Curitiba e Região Metropolitana, afetando a segurança dos consumidores que os utilizam, a Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital instaurou inquérito civil a fim de apurar que medidas estão sendo tomadas para promover a segurança dos usuários. Leia o restante deste artigo »


Com e sem

27 jan 2012 - 16:39

Ainda sobre o Palácio Iguaçu, que voltou a ser a sede do governo do Paraná, uma curiosa lembrou que na primeira inauguração da reforma, dona Regina Pessuti, vestida num modelito brilhante, a rigor, desceu as escadarias de braço dado com o marido, o então governador Orlando Pessuti, numa imagem que lembrou muito os famosos eventos como o da própria inauguração do Palácio, com o casal Bento e Flora Munhoz da Rocha. Muita gente achou tudo muito provinciano, mas foi o momento máximo do casal no poder e ambos curtiram muito o cerimonial. Na quarta-feira, o governador Beto Richa inaugurou de novo a reforma e, como foi noticiado aqui, a grande ausência foi da primeira dama Fernanda Richa.


PARA NUNCA ESQUECER

27 jan 2012 - 16:14

Harpo Marx e Shirley Temple